O Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Escutismo Católico Português, foi fundado em 27 de maio de 1923, e é a maior associação de juventude em Portugal, com cerca de 72 mil Escuteiros, distribuídos por cerca de 1030 Agrupamentos, em todas as regiões do país.


O Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português é uma associação de educação não-formal cuja finalidade é a formação integral de crianças e jovens de ambos os géneros tornando-os em cidadãos ativos, sempre com o apoio de voluntários e à luz do Evangelho de Jesus Cristo e segundo a doutrina da Igreja Católica Romana que a associação professa, assume e difunde.

O CNE baseia a sua ação num programa educativo adaptado aos desafios da nova era e nas finalidades e princípios do método escutista concebido por Baden-Powell – Fundador do Escutismo – atualmente protagonizado pela Organização Mundial do Movimento Escutista.
O CNE é uma instituição reconhecida de Utilidade Pública pelo Governo, desde 1983. É um movimento da Igreja Católica, cuja fé e doutrina assume, proclama e defende, a ela vinculado nos termos da Carta Católica do Escutismo. É uma associação sem fins-lucrativos, apartidária, não-governamental e de reconhecida utilidade pública.

A Animação da Fé, característica do Escutismo do CNE, é feita naturalmente através do jogo escutista, vivido à luz de Jesus e do Evangelho, procurando contribuir para a formação humana e cristã dos seus associados, pelo testemunho da vida em comunhão eclesial.

O CNE está implementado em cerca de 1.030 agrupamentos locais em todos os concelhos do território continental e regiões autónomas dos Açores e da Madeira, dispondo de uma rede de animação e coordenação territorial apoiada em meia centena de estruturas de núcleo e regionais, tendo como executivo nacional a Junta Central, que assegura a gestão e a implementação das políticas gerais e sectoriais do CNE.

No CNE os associados distribuem-se pelo género feminino e masculino em proporções idênticas. A associação tem tido um crescimento contínuo do seu efetivo, o que, tendo em conta o decréscimo de natalidade, é revelador da aceitação do Escutismo na sociedade portuguesa.



Na idade de Lobito (6-10 anos), o importante é brincar com os outros, no meio da alegria e da imaginação, com um primeiro contacto com a natureza. O Lobito gosta de inventar jogos, de brincar, de colecionar toda a espécie de coisas. A sua curiosidade é inexcedível. O Escutismo propõe-lhe “Caçadas” apaixonantes em torno de interesses comuns, apoiadas por contos e lendas conhecidos. O Livro da Selva é o seu imaginário e São Francisco de Assis é o seu patrono.

Os Exploradores/Moços estão na idade de querer descobrir o mundo e a vida, é a idade da aventura, dos projetos fabulosos, dos heróis invencíveis, da penetração nos mistérios da natureza. O Escutismo propõe-lhes a “Aventura”/”Expedição”, decidida em conjunto e vivida por todos, na qual a pessoa de um herói é ao mesmo tempo um desafio e o cimento necessário à coesão do grupo. São Tiago é o seu patrono.

Entre os 14 e os 18 anos é a idade do grande desafio: os jovens querem dar provas do que são capazes, querem ver reconhecida a sua personalidade, desejam conhecer os outros a fundo, viver em grupo e, com eles, “ajudar a transformar o mundo”. O “Empreendimento”/“Cruzeiro” é uma ação criada, enriquecida e vivida em grupo, onde muito se descobre e muito se constrói, onde a função e a responsabilidade de cada um, tal como a cooperação entre equipas, são igualmente indispensáveis para o êxito final. São Pedro é o seu patrono.

Entrando na fase adulta, imagina-se a construção de um Homem-Novo que queira empreender uma caminhada que sabe nem sempre ser fácil, mas que tem a certeza de ser a correta e por isso opta por ela. Entre os 18 e os 22 anos, empreendem uma Caminhada/ /Companha que lhes permite ousar através da ação, intervir na comunidade trilhando percursos comuns de crescimento e de autonomia. São Paulo é o seu patrono.

O Escutismo centra a sua ação pedagógica num método que valoriza a relação entre pares focando toda a sua ação nas crianças e jovens, mas onde a presença do educador adulto é um elemento essencial. No Escutismo, o adulto é a base da educação integral das crianças e jovens de cada pequeno grupo, através da garantia do regular funcionamento dos demais elementos constituintes do método escutista e do correto enquadramento e ambiente para o desenrolar do jogo escutista.

Ser adulto no Escutismo envolve um conjunto de conhecimentos, competências e atitudes que são garantidos através da frequência de um sistema de formação próprio. Assim, o Corpo Nacional de Escutas estabelece um perfil para todos os seus voluntários adultos e assegura a sua formação integral com vista ao cumprimento do perfil desejado.

Para poder ser dirigente do Corpo Nacional de Escutas qualquer voluntário terá de ser um adulto que frequente o percurso formativo base (denominado Percurso Inicial de Formação), com uma duração de 2 anos (independentemente de existir um percurso prévio escutista enquanto jovem). Neste percurso formativo será efetuada uma extensa formação pedagógica e técnica com vista à correta e integral aplicação do método escutista.

Ultima atualização 10.01.2017 Visualizações 1544
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