© Cláudio Noy

Mística e Simbologia

A Mística e Simbologia é a maravilha que propõe um enquadramento temático e uma vivência espiritual à criança/jovem, que serve de fundo à vida escutista. Transportá-los da imaginação à realidade, dos heróis e das lendas às personagens de carne e osso, do imaginário dos índios e cowboys aos desafios de exploração do mundo.

A vivência escutista baseia-se num ambiente simbólico forte que lhe dá enquadramento, coerência e consistência, permitindo a transmissão de valores.



A descoberta da Terra Prometida: o Ex­plorador/Moço reconhece Deus na sua vida e aceita a Aliança que este lhe pro­põe, pondo-se a caminho tal como o Povo do Antigo Testamento.
Depois da descoberta do Criador atra­vés da obra criada – muito em especial da Humanidade, criada à imagem e se­melhança de Deus –, segue-se o acolhi­mento da relação de Deus com os Ho­mens. Esta relação tem em Deus a sua origem, e materializa-se no firmamento de uma aliança. A Aliança que Deus pro­põe aos homens é, num certo sentido, desigual, na medida em que, não obs­tante a eventual infidelidade do Homem, Deus não deixa de ser fiel à sua Aliança. Deus oferece à Humanidade a possibi­lidade de viver em paz e felicidade, com uma descendência incontável, na Terra Prometida. Essa é a grande promessa do Antigo Testamento.
Há um caminho a percorrer. Esse caminho tem obstácu­los, pode ser mesmo muito difícil, pode parecer intransponível mas, com a ajuda de Deus, é possível chegar à Terra onde «mana leite e mel» (Ex 3,8).
A Terra Prometida é uma imagem da vida em abundância prometida por Cris­to (Jo 10,10). O Explorador e o Moço têm – como não podia deixar de ser – Cristo Jesus como Modelo supremo e como Meta a alcançar.
Para um Explorador/Moço, a Terra Prometida personifica a realização de tudo aquilo que o faz feliz. À medida que for crescendo, irá perceber que tudo de­pende da relação pessoal com Cristo, o Salvador de todo o género humano.
O Explorador/Moço reconhece Deus na sua vida e aceita a Aliança que este lhe propõe, pondo-se a caminho tal como o Povo do Antigo Testamento. Deus oferece a garantia da Sua proteção paternal e aponta-lhe o caminho da Terra Prometida. No caminho, está Jesus Cristo, a figura com que o Explorador/Moço mais se identifica. Dada a sua tendência para preferir os heróis que se batem por causas nobres, Jesus, além de muitas outras coisas, é um excelente exemplo a seguir. Pode ser, sobretudo, fonte de inspiração: o Explorador quer ser como Cristo e descobrir a Terra Prometida que Ele vem no mundo inaugurar. Jesus é, assim, aquele que indica a ‘Terra Prometida’, o exemplo máximo que o Explorador pode aspirar a seguir. 

O Imaginário da 2.ª Secção é o Explorador, que parte à descoberta do des­conhecido.A «des­coberta do desconhecido» tem como grande objetivo proporcionar uma des­coberta de si próprio e dos outros no «caminho a percorrer», que conduza à descoberta do amor de Deus.

Imaginário dos Moços e Exploradores

A figura do explorador/navegador Descoberta de Novos Mundos ir mais longe, mais além Aquele que descobre Aquele que vive na Natureza, ama-a e respeita-a.

 


A simbologia ajuda-nos a perceber a identidade dos Exploradores. O imaginário da segunda secção gira todo à volta do Explorador, aquele que parte à descoberta do desconhecido.
Como símbolos, a secção tem a Flor-de-Lis, a Vara, o Chapéu, o Cantil e a Estrela.

A Flor-de-Lis – é o símbolo do escutismo de que o explorador é a imagem mais facilmente reconhecida (até pela tradução da palavra inglesa scout, por exemplo). Nas três folhas da flor-de-lis reconhecemos os três princípios do escutismo, e os três compromissos assumidos na fórmula da promessa escutista. A flor-de-lis é, também, símbolo de rumo, indicando o norte nas cartas topográficas e de marear. É, portanto, um auxiliar básico de alguém que pretende descobrir o mundo.

A vara – é um símbolo facilmente associado ao imaginário do escuteiro dos primeiros anos da fundação e, por outro lado à simbologia de São Tiago, Maior, o peregrino. A Vara do escuteiro tem um conjunto alargado de utilidades, de onde se destaca o auxílio, à caminhada, à progressão da marcha, na navegação, no ultrapassar de obstáculos, em relação aos perigos e às adversidades. Simboliza assim a solidariedade e o progresso.

O Chapéu – é símbolo da proteção. Proteção do sol, em primeira análise, mas também do frio, da chuva, etc. É ainda associado à imagem que temos do próprio B-P, que se preocupou em arranjar um chapéu para os escuteiros antes de mais nada. Também São Tiago é reconhecido pelo chapéu que caracteriza o traje do peregrino, especialmente no contexto dos caminhos de Santiago de Compostela.

O Cantil – é ao mesmo tempo símbolo da responsabilidade – andar sem água não é inteligente -, na sua vertente de depósito, mas é também símbolo de coerência, de estar preparado, como pedia B-P. Está associado também à sede de conhecimento, à sede de descoberta e de ação, característica do explorador. A cabaça, associada à imagem de São Tiago Maior é, também, ou, acima de tudo, um cantil.

A estrela – é símbolo da orientação. A Estrela Polar e o Cruzeiro do Sul são referências de orientação, especialmente de noite, quando é mais difícil seguir um rumo. Todos os grandes exploradores recorreram a elas para concretizar os seus sonhos. São pilares na imensidão do céu, sinal da grandeza de Deus, que nos transmitem a segurança da fé, e a certeza do sucesso. Foi uma estrela, que segundo a lenda permitiu encontrar o túmulo do Apóstolo São Tiago e é lá, no Campo da Estrela – Campus stella, Compostela – que permanecem os seus restos mortais. A vieira, símbolo jacobeu, é, também, de certa forma, uma estrela. Além disso, do ponto de vista bíblico, a estrela evoca ainda a Aliança de Deus com Abraão, em que lhe promete uma descendência mais numerosa que as estrelas do céu, imagem do Povo que Deus escolheu para Si, do qual também nós somos parte.

Cor verde - É um sinal identificativo da 2.ª secção, sendo-lhe atribuído um significado especial. Tal como é referido na imposição do lenço na Promessa de Explorador, o verde é símbolo da Natureza e da esperança que todos colocam no Explorador. Reflete também a Natureza, que é o espaço privilegiado em que o Explorador vive as suas aventuras.

Explorador – adolescente que faz parte da 2.ª secção do CNE. É aquele que parte à descoberta de novos mundos.

Expedição – conjunto de Exploradores que se agrupam para partirem em viagem à descoberta de algo: da selva, do mar, das regiões polares, da montanha… A pertença a este grupo desperta a vontade de estar em movimento, de partir em aventura.

Aventura – atividade de descoberta que deve ser planeada pela Expedição, sendo depois realizada e avaliada em conjunto.

Patrulha – um pequeno grupo de Exploradores, dentro de uma Expedição, com tarefas próprias a desempenhar para o sucesso da Aventura.

Base – local de onde partem os exploradores quando saem. Serve de apoio, de porto de abrigo, de ponto de partida e chegada das aventuras.

Moço – adolescente que faz parte da 2.ª secção do CNE. É aquele que parte à descoberta de novos mundos, usando o mar como instrumento privilegiado de aprendizagem.

Flotilha – conjunto de Moços que formam um grupo unido que desenvolve as suas aventuras no mar, descobrindo os seus segredos.

Expedição – viagem de descoberta e exploração que deve ser planeada e avaliada pela Flotilha.

Tripulação – um pequeno grupo de Moços, dentro da Flotilha, com tarefas próprias a desempenhar na embarcação para o sucesso da Expedição.

Base – local de onde partem os Moços quando saem. Serve de apoio, de porto de abrigo, de ponto de partida e chegada das Expedições.

Ultima atualização 17.11.2016 Visualizações 26710
Voltar Partilhar