© Ricardo Perna

Intervenientes

Os intervenientes na formação compreendem todos os adultos presentes ou com um papel no processo de formação.

A oferta de formação está baseada em intervenientes responsáveis pela sua animação (agentes formativos) ou pela sua organização e promoção (agentes de gestão).

Formandos

Os principais intervenientes na formação são os formandos e é em virtude das necessidades e das potencialidades destes que todo o processo formativo se deve orientar e desenvolver. Deles é esperado um envolvimento ativo, quer no planeamento da sua formação pessoal, quer nas oportunidades formativas em que participam.

 


Compete aos Candidatos a Dirigente:

  • Comprometer-se com a sua formação no Percurso Inicial de Formação Escutista, em ordem à sua preparação para a Promessa como Dirigente do Corpo Nacional de Escuta;
  • Participar nas oportunidades formativas obrigatórias seja no Discernimento seja no Estágio;
  • Colaborar com o Tutor Local na elaboração do respetivo diagnóstico e Plano de Desenvolvimento Pessoal Escutista;
  • Preparar-se para receber o Sacramento da Confirmação, caso ainda não o tenha;
  • Colaborar com o Tutor Local na elaboração do respetivo diagnóstico de competências e Plano de Formação Específico;
  • Participar nas oportunidades formativas adequadas ao seu Enriquecimento.


Compete aos Dirigentes:

  • Avaliar, no quadro dos processos de avaliação promovidos pela Direção de Agrupamento, as suas necessidades pessoais de formação;
  • Elaborar e rever anualmente o seu Plano Pessoal de Formação;
  • Obter anualmente, em oportunidades formativas, o número de créditos que lhe seja proposto ou definido.

 

Agentes Formativos

Os agentes formativos são todos aqueles que, de alguma maneira, assumem responsabilidades na planificação, desenvolvimento, acompanhamento e/ou avaliação de qualquer oportunidade formativa.

 


No Escutismo, o nível local é o mais importante, pois ali, nas Unidades, aplica-se o método escutista e vive-se a experiência educativa única que constitui o Escutismo

Também por isso, o nível local, neste caso a Equipa de Animação, sob superintendência do Chefe de Agrupamento, constitui o local primordial da formação; o local onde os Adultos no Escutismo, chamados a ali promover a ação educativa, confrontam os seus conhecimentos, competências e atitudes quer com o perfil que o Corpo Nacional de Escutas lhes traça, quer com as reais necessidades em termos de vivência da relação educativa.

Ao Chefe de Unidade compete, assim, promover a integração dos Candidatos a Dirigente, ou o desenvolvimento pessoal dos Dirigentes, da sua Equipa de Animação, designadamente através de processos de formação informal, de mentorização e de testemunho pessoal.


Tutor é o Dirigente especialmente designado para acompanhar, orientar e apoiar o formando no seu processo de formação.

Existem 2 modelos de tutoria de formação escutista:




O Tutor Local de Formação deve, idealmente, ser o Dirigente a quem o formando vai reportar ou o Chefe de Agrupamento. Para o exercício das suas funções deve ter formação básica na área de tutoria e acompanhamento ativo em formação. O Tutor Regional ou Nacional de Formação é designado pelo Diretor do Curso. Deve ser um Formador Escutista ou, no mínimo, estar qualificado como Tutor de Formação Escutista.

O trabalho de acompanhamento realizado pelo Tutor consiste em:

  • Promover a autoavaliação da experiência e do grau de capacitação que o formando já possui e que podem contribuir para o seu desempenho;
  • Apoiar a sua participação no percurso formativo;
  • Incentivá-lo a participar em ações de formação que contribuam para atingir ou complementar a capacitação prevista para os que concluem o respetivo nível de formação;
  • Realizar as ações de supervisão e acompanhamento previstas durante o desempenho das suas funções;
  • Reportar ao Diretor todas as informações relevantes;
  • Dar testemunho de Dirigente.

São todos os responsáveis por preparar e animar determinado momento de formação.

Estes podem ser enquadrados em um de três perfis principais:

 

 

A. Formadores do CNE
São todos os Dirigentes que concluem com sucesso a primeira etapa (Insígnia de Madeira de 3 contas) do Percurso de Formação de Formadores.

São Dirigentes especialmente vocacionados para:
• Preparar e animar um momento de formação;
• Apoiar o Diretor de Curso na preparação, realização e/ou avaliação desta e/ou dos formandos;
• Conceber/desenhar oportunidades formativas, em resposta a necessidades identificadas;
• Tutorar um formando, ou um grupo de formandos, no seu processo de formação individual, desde que demonstre experiência comprovada

B. Animadores de Formação Convidados (Escuteiros não Formadores)
São Dirigentes que, não sendo Formadores, possuem conhecimentos e competências específicos em determinada área, na qual preparam e animam oportunidades específicas (e tendencialmente de curta duração) dentro dos percursos de formação escutista.

Devem, em todas as fases (preparação, animação e avaliação do momento de formação), ser acompanhados por um Formador ou Diretor de Formação. 


C. Formadores Externos Convidados (Especialistas não-Escuteiros):
São adultos não Escuteiros que, pelos seus conhecimentos e competências são chamados a preparar e animar determinada momento de formação.

Estes Formadores Externos devem, em todas as fases (preparação, animação e avaliação do momento de formação), ser acompanhados por um Formador ou Diretor de Formação.


São Dirigentes qualificados com a Insígnia de Madeira de 4 contas, especialmente vocacionados para a organização e gestão de cursos e ações de formação.

São os elementos preferenciais para assumir o papel de:

  • Diretor de curso;
  • Avaliador de desempenho dos Formadores;
  • Tutor de potenciais Formadores (em percurso de formação para Formador do Corpo Nacional de Escutas).




Agentes de Gestão

As responsabilidades quanto à gestão do Sistema de Formação são exercidas pelos seguintes intervenientes.


No seio do Agrupamento, um especial papel deve ser reconhecido à Direção de Agrupamento, que detém especiais responsabilidades na formação dos Adultos no Escutismo que ingressem ou prestem serviço no Agrupamento.

Deste modo, constituem suas especiais responsabilidades intervir:

  • no recrutamento, seleção e acolhimento de Candidatos a Dirigentes;
  • na respetiva formação e acompanhamento;
  • na avaliação e acompanhamento do desempenho e formação dos Adultos no Escutismo.

Assim, relativamente aos Candidatos a Dirigentes, compete à Direção de Agrupamento:

  • Seleção do(s) participante(s) para o Encontro Inicial;
  • Acompanhamento do percurso formativo do(s) Candidato(s) a Dirigente;
  • Aceitação e testemunho dos compromissos;
  • Nomeação de Tutor(es) para o Discernimento e o Estágio;
  • Validação das decisões de participação na Formação Geral de Pedagogia Escutista e de realização da Promessa de Dirigente.

Relativamente aos Dirigentes, compete à Direção de Agrupamento:

  • Colaboração na definição e revisão anual dos respetivos Planos Pessoais de Formação.

Para efeitos de avaliação, apuramento de necessidades de formação e elaboração de Planos Pessoais de Formação, a Direção de Agrupamento, para além da sua constituição ordinária, pode reunir-se com os demais Dirigentes investidos do Agrupamento, podendo a gestão dos processos que lhe estão cometidos nesta matéria ocorrer sob a coordenação direta do Chefe de Agrupamento ou, em casos ou tarefas específicos, daquele em quem este delegar.

Neste quadro, e para os efeitos aludidos, a Direção de Agrupamento, na sua versão alargada, e agregações homólogas noutras instâncias da Associação, devem funcionar, à luz das primordiais comunidades apostólicas, como espaços de encontro, partilha, comunhão e crescimento pessoal e comunitário, sendo espaços privilegiados de exercício comunitário de avaliação.


Compete ao Chefe de Agrupamento:

  • Garantir, no quadro dos processos de avaliação promovidos pela Direção de Agrupamento, que todos os Dirigentes do Agrupamento elaboram e reveem anualmente os respetivos Planos Pessoais de Formação;
  • Orientar, no quadro dos processos de avaliação promovidos pela Direção de Agrupamento, os Dirigentes do seu Agrupamento na escolha de oportunidades formativas a frequentar;
  • Acompanhar o desempenho dos Candidatos a Dirigente e Dirigentes do Agrupamento em contexto de formação;
  • Validar a participação dos formandos nas oportunidades formativas que o exijam.


Compete às Juntas Regionais:

  • Aferir as necessidades de formação a nível regional e providenciar formação que colmate essas falhas;
  • Garantir aos Candidatos a Dirigente e Dirigentes, no quadro da delegação de competências da Junta Central, a possibilidade de concretizarem os respetivos percursos formativos;
  • Aprovar, providenciar e divulgar uma oferta de formação diversificada nas várias áreas, criando, de forma autónoma, oportunidades formativas;
  • Nomear as equipas de formação dos cursos e outras ações de formação que promova;
  • Garantir o acompanhamento dos respetivos formandos (e.g. através de tutorias).


Compete à Junta Central:

  • Aferir as necessidades de formação da respetiva competência e providenciar formação que colmate essas falhas;
  • Garantir aos Dirigentes, selecionados e propostos pelas Juntas Regionais, a possibilidade de concretizarem os respetivos percursos formativos que sejam da sua competência;
  • Aprovar, providenciar e divulgar uma oferta de formação diversificada, especialmente nas áreas da sua competência, criando, de forma autónoma, oportunidades formativas;
  • Nomear as equipas de formação dos cursos e outras ações de formação que promova;
  • Garantir o acompanhamento dos respetivos formandos (e.g. através de tutorias);
  • Reconhecer as oportunidades formativas internas;
  • Definir critérios para reconhecimento e creditação da formação externa;
  • Gerir e divulgar as ofertas do Catálogo Nacional de Formação Escutista;
  • Promover a ampliação e atualização do Catálogo Nacional de Formação Escutista

Ultima atualização 24.11.2016 Visualizações 1953
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